quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Fábula da Culpa Alheia



Se os personagens não forem evangélicos, provavelmente a culpa é:

1. de Deus
2. da religião
3. do cristianismo
4. do governo
5. do capitalismo
6. da falta de educação
7. dos criacionistas
8. dos Estados Unidos
9. da poluição ambiental
10.do fundamentalismo



...Mas se os personagens forem evangélicos, provavelmente a culpa é:

1. do Diabo
2. de Adão
3. da Globo
4. da vítima
5. da apostasia
6. do comunismo
7. do Movimento LGBT (ex-GLS, ex-GLBT...)
8. da Igreja Católica Romana
9. do ecumenismo
10.das outras igrejas
11.da Disney
12.da Hello Kitty
13.do Fofão
14.da Xuxa
15.de Ivete Sangalo
16.dos ateus
17.do mundo
18.do Anticristo
19.das traduções bíblicas da Sociedade Bíblica do Brasil que não são baseadas no Texto Receptus
20.dos darwinistas
21.do liberalismo religioso
22.dos partidos de esquerda
23.dos sinais dos tempos
24.das mensagens subliminares
25.da macumba
26.das oferendas a Iemanjá que estavam no mar
27.da internet
28.da ascensão da União Européia
29.da carne
30.de haver tocado num ungido
31.dos judeus
32.do Império Romano
33.do Pikachu
34.do rock and roll
35.da maionese Hellmann's
36.do suco Ades
37.da Coca-Cola
38.da Argentina

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Membros ou Discípulos - O que temos sido?

O membro espera pães e peixes; o discípulo é um pescador.
O membro luta por crescer; o discípulo por reproduzir-se.
O membro se ganha; o discípulo se faz.
O membro gosta do afago; o discípulo do serviço e do sacrifício.
O membro entrega parte dos seus desejos; o discípulo entrega sua vida.
O membro espera que lhe aponte a tarefa, o discípulo é solícito em tomar a
responsabilidade.
O membro murmura e reclama; o discípulo obedece e nega a si mesmo.
O membro reclama que o visitem; o discípulo visita.
O membro vale porque soma, o discípulo porque se multiplica.
O membro sonha com a igreja ideal; o discípulo se entrega para fazer a
igreja real.
O membro diz: Que bonito! O discípulo: Eis-me aqui!
O membro espera o avivamento na Igreja; o discípulo é parte dele.
O membro é forte soldado na trincheira de defesa; o discípulo é um soldado
invasor na trincheira do inimigo.
O membro é condicionado pelas circunstâncias; o discípulo as aproveita para
exercitar sua fé.
O membro é valioso; o discípulo é indispensável.

"Feliz aquele que transfere o que sabe, e aprende o que ensina."

Eliezer Paes Leal

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Retiro Prig 2009

Ola galera!

O acampamento da federação do PRIG foi uma benção.
Quem não foi, perdeu! E perdeu muito, muito mesmo, de verdade.
Todos que foram no acampa, saíram abençoados..

Ano que vem terá outro e você que não foi, NÃO PODE PERDER!

Abraço a todos e boa semana

terça-feira, 24 de novembro de 2009

A Loucura do Evangelho ou as Loucuras dos Evangélicos?

O apóstolo Paulo escreveu aos coríntios que a palavra da cruz é loucura para a mente carnal e natural, para aqueles que estão perecendo (1Co 1:18, 21, 23; 2.14; 3.19). Ele mesmo foi chamado de louco por Festo quando lhe anunciava esta palavra (Atos 26.24). Pouco antes, ao passar por Atenas, havia sido motivo de escárnio dos filósofos epicureus e estóicos por lhes anunciar a cruz e a ressurreição (Atos 17:18-32). O Evangelho sempre parecerá loucura para o homem não regenerado. Todavia, não há de que nos envergonharmos se formos considerados loucos por anunciar a cruz e a ressurreição. Como Pedro escreveu, se formos sofrer, que seja por sermos cristãos e não como assassino, ou ladrão, ou malfeitor, ou como quem se intromete em negócios de outros (1Pedro 4.15-16).

Nesta mesma linha, na carta que escreveu aos coríntios, o apóstolo Paulo, a certa altura, pede que eles evitem parecer loucos: "Se, pois, toda a igreja se reunir no mesmo lugar, e todos se puserem a falar em outras línguas, no caso de entrarem indoutos ou incrédulos, não dirão, porventura, que estais loucos?" (1Co 14:23). Ou seja, o apóstolo não queria que os cristãos dessem ao mundo motivos para que nos chamem de loucos a não ser a pregação da cruz.



Infelizmente os evangélicos - ou uma parte deles - não deu ouvidos às palavras de Paulo, de que é válido tentarmos não parecer loucos. Existe no meio evangélico tanta insensatez, falta de sabedoria, superstição, coisas ridículas, que acabamos dando aos inimigos de Cristo um pau para nos baterem. Somos ridicularizados, desprezados, nos tornamos motivo de escárnio, não por que pregamos a Cristo, e este, crucificado, mas pelas sandices, tolices, bobagens, todas feitas em nome de Jesus Cristo.



O que vocês acham que o mundo pensa de uma visão onde galinhas falam em línguas e um galo interpreta falando em nome de Deus, trazendo uma revelação profética a um pastor? Podemos dizer que o ridículo que isto provoca é resultado da pregação da cruz? Ou ainda, o pastor pião, que depois de falar línguas e profetizar rodopia como resultado da unção de Deus? (foto) Ou ainda, a "unção do leão" supostamente recebida da parte de Deus durante show gospel, que faz a pessoa andar de quatro como um animal no palco?



Eu sei que vão argumentar que Deus falou através da burra de Balaão, e que pode falar através de galináceos ungidos. Mas, a diferença é que a burra falou mesmo. Ninguém teve uma visão em que ela falava. E deve ter falado na língua de Balaão, e não em línguas estranhas. Naquela época faltavam profetas - Deus só tinha uma burra para repreender o mercenário Balaão. Eu não teria problemas se um galinheiro inteiro falasse português na falta de homens e mulheres de Deus nesta nação. Mas não me parece que este é o caso.



Sei que Deus mandou profetas andarem nus e profetizarem e fazerem coisas estranhas como esconder cintos de couro para apodrecerem. E ainda mandou outros comerem mel silvestre e gafanhotos e se vestirem de peles de animais. Tudo isto fazia sentido naquela época, onde a revelação escrita, a Bíblia, não estava pronta, e onde estes profetas eram os instrumentos de Deus para sua revelação especial e infalível. Não vejo qualquer semelhança entre o pastor pião, a pastora leoa e o profeta Isaías, que andou nu e descalço por três anos como símbolo do que Deus haveria de fazer ao Egito e à Etiópia (Is 20:2-4).



Eu sei que o mundo sempre vai zombar dos crentes, mas que esta zombaria, como queria Paulo, seja o resultado da pregação da cruz, da proclamação das verdades do Evangelho, e não o fruto de nossa própria insensatez.



Eu não me envergonho da loucura do Evangelho, mas das loucuras de alguns que se chamam de evangélicos.

Autor: Augustus Nicodemus Lopes

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

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